18 maio, 2011

O mundo, a natureza...

O meu olhar é nítido como um girassol, Tenho o costume de andar pelas estradas olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás. E o que vejo a cada momento é aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial que tem criança se, ao nascer, reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo...

Creio no mundo como num malmequer, porque o vejo. Mas não penso nele, porque pensar não é compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele (pensar é estar doente dos olhos). Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é, mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama, nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência...
                    ...E a única inocência não pensar! 

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